A SINTONIA GOLPISTA DO DISCURSO TUCANO

A SINTONIA GOLPISTA DO DISCURSO TUCANO

       Os tucanos José Serra e Fernando Henrique Cardoso deram uma afinada no discurso para tirarem uma casquinha das grotescas manifestações de rua acontecidas no último fim de semana. E se valeram de um expediente discursivo com tons fascistas bastante manjados. Consiste em se apropriarem indevidamente, numa espécie de falsidade ideológica, de uma representação que não lhes cabe, porque não têm lastro para tal. Serra outorga a si o direito de falar em nome de “todos os brasileiros” e, despudoradamente, anuncia que “o país gostaria que Dilma renunciasse”. Que país é esse em nome do qual você fala, cara-pálida? Onde está esse país? Quem lhe chancelou esse direito? Na mesma linha, o príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso, sempre disposto a perder a compostura, mas não perder a pose, se sai com essa outra: “O país vê o governo Dilma como ilegítimo e renúncia seria grandeza”. Pergunta-se de novo: com que direito esse senhor se arvora a falar em nome do povo brasileiro? Quem lhe deu tal procuração? Logo ele, que carrega em seu currículo o até hoje impune, mas inapagável episódio da compra de votos para aprovar a emenda constitucional que lhe permitiu concorrer à reeleição! Essa é uma estratégia discursiva antiga. Adolf Hitler fez uso dela com absoluto sucesso para seus propósitos fascistas. Procurava sempre confundir seus interesses inconfessáveis com os interesses e anseios do povo. Seu discurso “era o discurso do povo alemão”. Serra e FHC navegam pelo ridículo e na vã tentativa de confundir seus interesses golpistas com os interesses do povo brasileiro. Tristes e patéticas figuras!

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