O CBA E O MINISTRO QUE TROCOU SEIS POR MEIA-DÚZIA

O CBA E O MINISTRO QUE TROCOU SEIS POR MEIA-DÚZIA

Nada há de novo no horizonte do Centro de Biotecnologia da Amazônia. Ao decidir que o CBA sai da tutela da Suframa e passa à tutela do InMetro, o ministro Armando Monteiro Neto, do MDIC, apenas promove a singular troca de seis por meia-dúzia. O Centro continuará arquejando na dependência de convênios temporários e de pessoal temporário, raiz de seus problemas nos últimos 13 anos. O que o CBA precisa, para cumprir seus reais objetivos, é ter vida própria, orçamento definido, autonomia administrativa e financeira, rapidez nas decisões, quadro permanente de servidores e equipes de pesquisadores com salários altamente competitivos. Aí, sim, ele estaria à altura para contribuir com o antigo sonho da geógrafa Bertha Becker: buscar na economia a solução essencial para a preservação da Amazônia, tendo como base princípios científicos e tecnológicos. Numa tradução bem literal, significaria tirar pesquisas das prateleiras e transformá-las em produtos, em códigos de barras, em riqueza e renda, interrompendo de vez a centenária e nociva fórmula de exportar nossas matérias-primas a preços vis e receber de volta, para consumo, produtos caros e sofisticados. A troca proposta pelo ministro, entretanto, continuará apenas alimentando a anta branca.

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