…E O VIRALATISMO BRASILEIRO REINA FORTE

…E O VIRALATISMO BRASILEIRO REINA FORTE

Que o País vive uma situação econômica desconfortável, reflexo da crise que persiste mundo afora, não tenho dúvida. Mas não tenho dúvida, também, de que se vive uma profunda crise de viralatismo, fruto de uma cruel e bem engendrada orquestração reacionária, com apoio irrestrito da banda podre da mídia, com vistas a neutralizar as inúmeras conquistas sociais dos últimos doze anos. Quantos países gostariam de estar comemorando o feito de terem cumprido a meta do milênio de redução da fome e da pobreza? Quantos países gostariam de estar vibrando por terem batido recorde histórico nos jogos do Pan? Quantos países gostariam de estar festejando o primeiro lugar na Copa de Robótica da China? Quantos países adorariam estar livres da presença e humilhação do FMI? Quantos países gostariam de estar comemorando o aumento extraordinário da presença de negros e pobres em cursos técnicos e universidades? Quantos países europeus, como Grécia e Espanha, desejariam, diante de tanta turbulência, sustentar a taxa de desemprego ainda baixa como a do Brasil? Quantos países adorariam estar vibrando com a meta cumprida de 100 mil estudantes do Programa Ciências sem Fronteiras se qualificando pelo mundo afora? Isso só pra ficar nesses poucos exemplos. Problemas muitos, claro que temos. Todos países têm. Mas nada justifica que estejamos cotados dentre os povos mais pessimistas do mundo, senão por uma espécie de amnésia seletiva muito bem administrada pelos inimigos de tantas conquistas sociais e fabricada pela manipulação cotidiana da banda podre da mídia, que representa, como bem afirmou Ignácio Ramonet, a maior das batalhas da esquerda latino-americana.

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