HÁ SEMPRE UMA LATA DE LIXO À ESPREITA

HÁ SEMPRE UMA LATA DE LIXO À ESPREITA

       Há figuras políticas que nasceram para ser pequenas. Por mais que se esforcem e tentem driblar as aparências, não conseguem apagar da vida a mancha indelével de serem pequenas. Por mais que tentem enganar os fatos, acabam numa pior, porque resvalam para o ridículo. Ao vazar sua carta endereçada à Presidente eleita Dilma Rousseff e considerar-se um vice-decorativo e ao vazar seu “discurso de posse”, simulando tê-lo enviado a um grupo fechado de amigos, Michel Temer, o usurpador, revelou o tamanho de sua estatura. Ao valer-se do cargo de vice-presidente para orquestrar, dia e noite, o golpe, hoje escancarado e desmascarado, que resultou no afastamento da Presidenta eleita, Temer, o usurpador, revelou o seu pendor golpista. Ao ocupar a cadeira da Presidência da República, dando como favas contadas seu atalho para ocupar o cargo e debochando da vontade de 54 milhões de eleitoras e eleitores, expõe ao sol do meio-dia seu desprezo pela democracia. Enfim, figuras públicas desse quilate, sem o mínimo de espírito público, por onde andam e por onde passam, não conseguem se livrar da implacável presença da lata de lixo da História, sempre à espreita.

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