MACHISMO E IGNORÂNCIA: TUDO A VER

MACHISMO E IGNORÂNCIA: TUDO A VER

Os indicadores são alarmantes. Acabo de ler que, pelo menos, 51% dos homens se recusam a procurar um urologista. Dentre outras razões ridículas, alegam “ter medo do toque retal”. Como é que é? Medo de um procedimento médico que, associado a um simples exame de sangue (PSA), pode diagnosticar em favor da vida, evitando a morte de milhões e milhões no Brasil e mundo afora? Fico aqui a conversar com meus botões. Muitas dessas criaturas são tão machões para tantas coisas, inclusive admitir e demonstrar que são machões, mas tão covardes e ignorantes quando se trata de, em prol da própria vida, provar que são homens.

 

O PAPA CHICO APOIA DILMA

O PAPA CHICO APOIA DILMA

O Papa Chico continua me surpreendendo. A cada movimento, a cada gesto, a cada frase certeira ele me anima a voltar a acreditar no verdadeiro papel da Igreja Católica no mundo. Ao manifestar sua compreensão de que “a concentração monopolista dos meios de comunicação é um colonialismo ideológico”, o Papa Chico põe o dedo na ferida e escancara o efeito deletério das ditaduras midiáticas, das quais o Brasil é exemplo. Por tabela, corrobora a premente necessidade, defendida pela Presidenta Dilma Rousseff, da regulação econômica dos meios de comunicação em nosso País. Salve, Papa Chico, você nos motiva a acreditar na possibilidade de um mundo melhor, mais justo, mais harmonioso, mais livre e progressista. Esse ateu aqui é seu fã.

O CBA E O MINISTRO QUE TROCOU SEIS POR MEIA-DÚZIA

O CBA E O MINISTRO QUE TROCOU SEIS POR MEIA-DÚZIA

Nada há de novo no horizonte do Centro de Biotecnologia da Amazônia. Ao decidir que o CBA sai da tutela da Suframa e passa à tutela do InMetro, o ministro Armando Monteiro Neto, do MDIC, apenas promove a singular troca de seis por meia-dúzia. O Centro continuará arquejando na dependência de convênios temporários e de pessoal temporário, raiz de seus problemas nos últimos 13 anos. O que o CBA precisa, para cumprir seus reais objetivos, é ter vida própria, orçamento definido, autonomia administrativa e financeira, rapidez nas decisões, quadro permanente de servidores e equipes de pesquisadores com salários altamente competitivos. Aí, sim, ele estaria à altura para contribuir com o antigo sonho da geógrafa Bertha Becker: buscar na economia a solução essencial para a preservação da Amazônia, tendo como base princípios científicos e tecnológicos. Numa tradução bem literal, significaria tirar pesquisas das prateleiras e transformá-las em produtos, em códigos de barras, em riqueza e renda, interrompendo de vez a centenária e nociva fórmula de exportar nossas matérias-primas a preços vis e receber de volta, para consumo, produtos caros e sofisticados. A troca proposta pelo ministro, entretanto, continuará apenas alimentando a anta branca.