A DESCARADA ARTICULAÇÃO DO PiG

A DESCARADA ARTICULAÇÃO DO PiG

       Não precisa ser nenhum dedicado estudioso do assunto. A coisa se tornou tão descarada, que basta o mínimo de discernimento para perceber. E a malandragem é recorrente. Sempre que uma denúncia, seletivamente vazada ou não, atinge Lula, o Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff ou afins, ela se transforma em espetáculo e ganha manchete. Em pouco tempo, a manchete inicial se desdobra em várias outras manchetes menores, até que a página principal dos portais vinculados ao PiG – Partido da Imprensa Golpista seja inteiramente ocupada pelo mesmo tema. Vale aí, é claro, a entrada em cena dos “formadores de opinião”, sempre prontos para direcionar suas “análises” para a criminalização dos alvos da denúncia e para engendrar vínculos e ilações, sejam quais forem, com Lula, a Presidenta da República e o PT. Nos dias seguintes, outros desdobramentos são construídos, de modo a prolongar o máximo possível a presença do assunto nas manchetes. A denúncia que atingiu o marqueteiro João Santana é exemplo ostensivo disso. Acrescente-se o fato de que ele perdeu seu nome de batismo. Passou a se chamar “marqueteiro do PT” ou “marqueteiro de Dilma”. Por outro lado, se a denúncia envolve figuras do tucanato ou afins, o tratamento é bem diferente. Para simular equilíbrio, o clube do PiG transforma a denúncia em uma única manchete, mas nunca a de maior destaque, os “formadores de opinião” são silenciados, e o assunto morre ali mesmo, sem conseguir sobrevida nos dias seguintes. Nada de aprofundar investigações jornalísticas. Exemplos clássicos recentes foram as reincidentes denúncias contra Aécio Neves, de envolvimento na famosa Lista de Furnas, e as tramóias de Fernando Henrique Cardoso, às voltas com denúncias gravíssimas feitas por sua ex-amante Míriam Dutra. Assim trabalha o PiG, que hoje e sempre desmoraliza o jornalismo para saciar seu apetite golpista e seu ódio pelo PT.

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