A VOZ UNÍSSONA DO PIG

A VOZ UNÍSSONA DO PIG

       Não precisa muito espírito crítico para entender as razões subterrâneas da chamada banda podre da mídia brasileira. Basta exercitar um pouquinho de memória. Até o encontro das águas dos rios Negro e Solimões sabe, por exemplo, o quanto essas redações investiram na figura de Fernando Collor de Mello. Até cunharam para ele o nobre título de “o caçador de marajás, lembram-se? À época, valia tudo pra derrotar o metalúrgico. Todos sabemos como terminou a história. Quando perceberam que Collor não lhes tinha mais serventia, tiraram a escada e deixaram o “caçador de marajás” pendurado no pincel. Com o correntista suíço Eduardo Cunha repetiu-se a mesmíssima história. Eleito sobretudo pelo baixo clero para presidir a Câmara Federal, a banda podre, que vinha fazendo campanha para o elemento, vibrou em manchetes sensacionalistas, atribuindo derrota acachapante para o governo. De repente, as redações deixaram cair no esquecimento a vida pregressa de Cunha, já com uma folha corrida bem deteriorada. A banda apostou que ele seria útil para atanazar Dilma e tocar o quanto pior melhor para o País, tudo muito bem articulado com os trombadinhas do impítman. Como se sabe hoje, deu quase tudo errado. O herói naufragou em sua própria delinquência e não tem mais serventia para os planos do Partido da Imprensa Golpista (PIG). É preciso, portanto, defenestrá-lo e construir um outro para dar sequência ao golpe. Por fim, é bom nunca deixar apagar da memória que as mesmas redações que apadrinharam Collor e Cunha deram sustentação ao golpe civil militar de 1964. A técnica foi exatamente a mesma.

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