AOS AMIGOS DA MÍDIA, A PROTEÇÃO

AOS AMIGOS DA MÍDIA, A PROTEÇÃO

       Já lembrei em algum momento. O carinho com que a mídia trata o senhor Fernando Henrique Cardoso é de um jeitinho quase maternal. Tudo o que ele diz, por mais estapafúrdio que seja, merece sempre destaque e relevância. E tudo o que pode, direta ou indiretamente comprometê-lo, recebe um manto protetor que só o carinho materno pode dar. Querem um exemplo recente? Nesses dias, descobriu-se que os negócios feitos pelo mais tucano dos senadores petistas, Delcídio do Amaral, quando ocupava uma diretoria da Petrobras na época do governo FHC, rendeu prejuízos superiores aos do episódio da refinaria de Pasadena e boa propina ao senador. Como, então, dizer isso em uma manchete sem arranhar o nome do príncipe da sociologia? Simples. Isolar Delcídio nas palavras mágicas da manchete: “USINAS DA GESTÃO DELCÍDIO DERAM MAIS PREJUÍZO QUE COMPRA DE PASADENA”. Pronto! Foi assim que a turma dos Frias, do portal UOL, resolveu o problema. Afinal, a figura do príncipe não deve ser maculada com essas coisas pequenas de pobres mortais. Se o caso envolvesse um suposto vizinho de Lula, aí seria diferente. Aos amigos da mídia, tudo.

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