GLOBO: O MORALISMO IMORAL

GLOBO: O MORALISMO IMORAL

       Não tenho estômago para assistir à Globo. Mas fico imaginando as famílias que doam seu precioso tempo para todas as noites se acomodarem diante do jornal nacional e embarcarem no episódio deprimente da manipulação. Sem a memória e a História nas mãos, tornam-se presas fáceis da engenharia ideológica da família Marinho. Tivessem essas pessoas consciência de que a Globo se vale de uma concessão pública para incensar cotidianamente um golpe contra o Estado de Direito, procurariam ocupar seu tempo de forma mais proveitosa e produtiva. Tivessem essas pessoas clareza de terem seus direitos sagrados de escolha usurpados pelos interesses privados da família Marinho, não dariam audiência ao golpismo da Globo. Tivessem essas pessoas a iniciativa de vasculhar na memória histórica que a família Marinho foi uma das maiores cúmplices do golpe civil-militar de 1964, que mergulhou o Brasil por 21 anos numa feroz ditadura que torturou, matou e nos tirou o direito de exercer cidadania, abominariam o precioso tempo de suas vidas desperdiçado com a fábrica de ilusões que é a Globo. Tivessem essas pessoas a saudável iniciativa de garimpar informações em outras fontes paralelas, saberiam que a Globo, por seus pecados e traquinagens, prega um moralismo sem moral que não tem o mínimo de amparo em suas práticas empresariais. Tivessem, por fim, essas pessoas consciência crítica dos riscos que corre a democracia brasileira, colocariam a Globo em seu merecido lugar: no mais fétido lixo da história.

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