SE FINGINDO DE MORTO

SE FINGINDO DE MORTO

       Volta e meia os donos das redações aludem a falência da velha mídia à crise econômica. Não é verdade. A maior razão da falência e do desprestígio desses veículos chama-se falta de credibilidade. Com o advento da internet, das redes sociais e dos blogs e portais alternativos, o grande oligopólio midiático e seus braços auxiliares nos estados perderam a prerrogativa de serem os únicos produtores de informação. Antes incontestáveis, suas “verdades” passaram a ser avaliadas, ponderadas e questionadas até pelo mais humilde cidadão. Não precisou muito tempo para que os alicerces desse império começassem a sofrer fissuras. Hoje, com raras exceções, cidadãs e cidadãos já não precisam mais dos atravessadores de informações. De passivos receptores, assumiram o relevante papel de protagonistas e propagadores dos fatos, dispensando intermediação. Os donos das redações, com o nariz empinado pela prepotência, não se deram conta de que os tempos mudaram e continuaram praticando o velho e surrado jornalismo da conveniência e da manipulação, amarrado aos seus interesses privados e políticos. Consequência disso e do advento das novas possibilidades e liberdades de comunicação, caminham para o descrédito sem retorno, porque brincaram e desvirtuaram o sagrado conceito de liberdade de imprensa.

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