SOBRE A MÁQUINA DE ASSASSINAR REPUTAÇÕES

SOBRE A MÁQUINA DE ASSASSINAR REPUTAÇÕES

       O jornal O Globo, como já viralizou na internet, se viu obrigado a retratar-se de uma mentira sobre o filho do ex-presidente Lula, publicada no topo da primeira página, em manchete bombástica, com letras garrafais e em negrito, sob o título “Baiano diz que pagou contas do filho de Lula”. O jornal dos Marinho reconheceu que o nome do filho de Lula sequer fora citado pelo delator Fernando Baiano. Ou seja, o jornalista Lauro Jardim, egresso (ora vejam só!) da revista Veja tinha publicado uma baita mentira. Com o reconhecimento da mentira, a situação ficou então resolvida? Claro que não! Primeiro, porque o texto de retratação não ocupou o mesmo espaço da manchete mentirosa, portanto não teve o mesmo destaque. Segundo, porque não foi dado o direito à voz dos que tiveram sua reputação assassinada, parecendo tratar-se apenas de uma concessão do jornal, que se tornou bonzinho e honesto do dia pra noite. Terceiro, porque o assassinato se desdobrou em outros assassinatos, na medida em que outros veículos reproduziram como verdades as mentiras veiculadas pelo jornal O Globo, aí incluídos outros jornalões como Folha de S. Paulo e Estadão, sem contar com os canais de TV. Nessas alturas do triste campeonato, torna-se impossível medir os prejuízos provocados pela mentira do jornal às imagens do ex-presidente Lula e de seu filho. E agora, que se descobriu, nas palavras do próprio jornal O Globo, que tudo não passou de uma mentira? Será que o jornal A crítica vai se retratar no mesmo espaço, com fotos e manchete? E outros, pelo País afora, farão o mesmo? Não me lembro de ter visto antes uma instituição jogar tanta lama em seu próprio caminho e tanto desqualificar o jornalismo como a mídia brasileira.

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