TEMER, O USURPADOR OBEDIENTE

TEMER, O USURPADOR OBEDIENTE

        Pura maldade sair por aí dizendo que Temer, o golpista, é um fantoche nas mãos do correntista suíço Eduardo Cunha. Claro que isso é verdade, mas é justo lembrar quer há um outro alter ego a quem Temer, o golpista, obedece sem hesitar. Quando Jucá apareceu naquelas gravações tramando o golpe, disse que não teria razão para se afastar. Temendo que isso contagiasse o golpe, os Marinhos determinaram, em editorial, que Temer, o golpista, exonerasse Jucá. Assim foi feito. Agora, depois do episódio de Fabiano Silveira, Temer, o golpista, afirmou que iria mantê-lo à frente do Ministério da transparência, fiscalização e controle, afinal, sua tramóia era menos séria que a de Jucá. Isso foi de manhã. À tarde, os Marinhos divulgaram um outro editorial no portal de O Globo, determinando o afastamento de Fabiano. Temer, o usurpador, se viu obrigado a voltar atrás e, com o coração apertado, afastar Fabiano Silveira do tal ministério. Moral da história: aquele negócio do Temer, o golpista, bater na mesa e dizer que está acostumado a lidar com bandido e sabe governar é pura lorota. Quem manda nele são Eduardo Cunha e a turma dos Marinhos.

A ORDEM É ESCONDER O GOLPE

A ORDEM É ESCONDER O GOLPE

       A velha mídia está vencida como uma fruta podre que caiu do pé. Deteriora-se. Nem os pássaros e outros animais rastejantes se interessam por ela. Seus farelos se misturam à matéria orgânica do solo. Se resultar em adubo, será de péssima qualidade. No momento, não encontro melhor imagem que traduza o grau de manipulação rasteira com que se alimentam os donos das redações e, como costuma dizer Mino Carta, seus lacaios. Ora, as conversas gravadas entre Sérgio Machado, Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, de tão escrachadas, dispensam qualquer leitura nas entrelinhas para evidenciar a trama macabra e rasteira do golpe de estado. Continue lendo

O MÉDICO E O PROFESSOR

O MÉDICO E O PROFESSOR

Não compartilho da crença de que, quando nada se tem a fazer, joga-se conversa fora com os amigos ou, como se falava antigamente, conversa-se fiado, no sentido de que se fala por falar, diz-se por dizer, como se, de repente, a linguagem se destituísse de significado. Creio muito mais no princípio lembrado por Saramago, em seu livro de memórias, de que nenhuma palavra é inocente, isto é, nada do que se diz é gratuito; tudo o que se diz tem um valor linguisticamente socializado.

Dia desses, por exemplo, numa conversa com um amigo, exercitei a formulação de uma tese que, a princípio absurda, pura conversa fiada, depois se mostrou, para mim, carregada de sentido. Fiz uma comparação entre o que se convencionou chamar de erro médico e a negligência de um professor. Continue lendo

AÉCIO, O DESMORALIZADO

AÉCIO, O DESMORALIZADO

       Há um dado inquestionável nos flagras das conversas de Delcídio Amaral, Romero Jucá e Renan Calheiros. Todos citam Aécio Neves, conhecido como o trombadinha do impítman, e o colocam na condição de envolvido em falcatruas. De uma forma ou de outra, ninguém leva o mineirinho a sério. No primeiro caso, Delcídio revela o envolvimento de Aécio com a Lista de Furnas; no segundo caso, a conversa entre Jucá e Sérgio Machado revela que todo mundo sabe do esquema do Aécio (menos o Gilmar Mendes, é claro!) e que ele será o primeiro a ser comido. No terceiro caso, a conversa entre Renan e Sérgio Machado revela o medo de Aécio com a Lava Jato se aproximando dele, ao ponto de inquirir Renan sobre mais algum detalhe da delação de Delcídio Amaral. E pensar que Aécio Neves, que virou chacota nacional, queria ser presidente do Brasil e foi o líder da sabotagem ao governo de Dilma Rousseff, que, diferentemente dele, todos os fatos estão a evidenciar ser uma mulher íntegra e honesta.

A SUPREMA CORTE ESTÁ PEQUENA

A SUPREMA CORTE ESTÁ PEQUENA

       Há um dado nos últimos episódios de vazamentos que seria classificado simplesmente como curioso, não tivesse um componente trágico. Trágico para o nome e o papel do colegiado que representa a última instância, a derradeira possibilidade de busca de justiça no País. Tanto no caso de Delcídio Amaral, quanto nos casos de Romero Jucá e Renan Calheiros, as gravações revelam insinuações de negociações com “alguns ministros do STF”. Há, portanto, recorrência nos episódios. No primeiro caso, do ex-senador petista, o STF respondeu com sua prisão. Nos casos de Jucá e Renan, muito mais incisivos, até agora a resposta do STF foi o silêncio. Meu espírito de cidadania está entrando em pânico.

A PIADA PRONTA DO USURPADOR

A PIADA PRONTA DO USURPADOR

       Nesta última segunda-feira, um grupo de vizinhos do golpista e usurpador Michel Temer fez uma manifestação em frente à sua casa, como solidariedade aos milhares de manifestantes que, no domingo, no mesmo local, foram agredidos pela polícia de Alckmim. A piada pronta é saber que Temer, o usurpador, ficou muito “indignado”, uma vez que sua mulher teria ficado apavorada com os gritos de “fora Temer”. Ora, alguém precisa dizer a esse senhor que INDIGNADOS estamos nós, mais ainda agora, por sabermos, via seu homem de confiança Romero Jucá, que Temer ocupa um lugar que não lhe pertence, pois lá chegou por meio de um golpe armado por uma quadrilha que quer se locupletar com o poder e com a impunidade.

FIDELIDADE CANINA AO GOLPE

FIDELIDADE CANINA AO GOLPE

       Dê-se a César o que é de César. O jornal A crítica, de Manaus, não abre mão da parte que lhe cabe no patrocínio ao golpe. Suas manchetes têm sido pródigas em exaltá-lo e pródigas em abafar acidentes de percurso que possam atrapalhá-lo. A manchete de hoje é exemplar disso. Romero Jucá revela em gravação, com todas as letras e minúcias, a trama diabólica para depor Dilma Rousseff do poder e emplacar Temer, o usurpador, com o objetivo final de estancar as investigações da Lava Jato e, com isso, livrar o próprio Jucá e seus quadrilheiros da Justiça. O fato é de uma profunda e extrema gravidade, pois envolve uma confissão sobre as entranhas do golpe de estado contra a democracia . Mas o mancheteiro se sai com uma manchete que, de tão sóbria e amorfa, se torna ridícula pelo propósito vil de eufemizar o tamanho do escândalo: “Durou só dez dias”, referindo-se à saída de Romero Jucá do Ministério do Planejamento. Não bastasse isso, o lide da matéria limita-se tão somente às articulações contra a Lava Jato, deixando nas sombras o ponto central da ação criminosa: a trama para derrubar uma Presidenta legitimamente eleita e a consequente tomada do poder em busca da locupletação de Jucá e seus amigos quadrilheiros, conforme aparece em detalhes incontestáveis nas gravações divulgadas. As manobras do mancheteiro são tão chinfrins, que fica difícil acreditar que um jornal possa ter leitores tão limitados e imbecis, que não se deem conta de tamanha vulgaridade. Afinal, num mundo em que as informações em tempo real vão ao encontro das pessoas, os jornais impressos se transformaram num objeto de pouco ou nenhum valor

QUE DIABO DE PAÍS É ESSE?

QUE DIABO DE PAÍS É ESSE?

       Uma quadrilha trama um golpe de estado. Fere de morte a democracia. Afasta uma Presidenta legitimamente eleita por mais de 54 milhões de votos. Um dos quadrilheiros é flagrado numa gravação confessando que participou das articulações do golpe. Em sua fala, o quadrilheiro arrasta ministros militares e membros do Supremo Tribunal Federal para o golpe. Depois, afasta-se do ministério que ocupava. Até agora, nem o Supremo nem os ministros militares se pronunciaram sobre o episódio. Ora, num Estado Democrático de Direito, golpes são crimes contra a democracia, representam traição à Constituição, aos eleitores e à Pátria. Portanto, o quadrilheiro golpista confesso deveria ir diretamente pra cadeia. Mas tudo indica que nada disso vai acontecer. Daí o tal presidente interino, também articulador do golpe, ainda tem o acinte de dizer que conta com o apoio de Romero Jucá no Senado, onde representa o estado de Roraima. Afinal, que diabo de país é esse que se chama Brasil?

JUCÁ É SÓ O PORTA VOZ

JUCÁ É SÓ O PORTA VOZ

       Estou absolutamente convencido. Não há nada mais fétido neste País do que a chamada mídia golpista. Enquanto não se eliminar esse cancro da democracia, corremos o risco cíclico de vivermos o que estamos vivendo hoje. Diante da imunda confissão de Romero Jucá, homem de confiança de Temer, o usurpador, o que se vê é a preocupação de que ele seja logo afastado para “não comprometer o novo governo”. Como se a sujeira estive somente nele, em Jucá. O jornal O Globo, o mais golpista dos golpistas, chegou a pedir em editorial que Jucá seja exonerado, no que parece ter sido atendido pelo usurpador. Os demais veículos vão na mesma direção. Ora, não se trata apenas de Romero Jucá, ele foi somente o golpista porta voz da canalhice contra a democracia brasileira. A questão, portanto, não é apenas afastar essa figura do poder. É afastar todo o poder, comandado por Temer, o usurpador, e colocar todos na cadeia, porque atentaram contra a soberania do País, tramando um golpe para se livrar de Dilma, Presidenta eleita, e se locupletarem com a impunidade.

ASSASSINOS DA DEMOCRACIA!

ASSASSINOS DA DEMOCRACIA!

       A questão não é ser de direita, de esquerda ou de centro. Desse espectro, eu excluo apenas os fascistas, porque, limitados, são despossuídos da virtude de pensar. A questão, ainda, não é quem, em sã consciência, apoiou ou não apoiou o processo de afastamento da Presidenta Dilma Rousseff. Esses construíram suas razões. A questão, mesma, é descobrir, pela confissão suja de Sérgio Machado e Romero Jucá, com estarrecedoras evidências, que tudo foi uma trama de sordidez incomparável para proteger bandidos, ainda que o altíssimo custo seja comprometer a democracia e deixar o País à deriva. Ou seja, um grupo de delinquentes travestidos de políticos, com a cumplicidade de setores da mídia e do judiciário, chafurda sobre a crença e a boa fé de um país de mais de 200 milhões de habitantes. É simplesmente ultrajante! São assassinos da democracia que provocam crises incessantes de vômito e asco em qualquer brasileiro ou brasileira que respeite a democracia e ame sua Pátria.