O IMPÉRIO CONTINUA ATACANDO

O IMPÉRIO CONTINUA ATACANDO

       Tudo indica que eu me passei mesmo pra era do livro digital. Li de cabo a rabo, com enorme sofreguidão, em minha telinha do Kobo, o recente livro de Fernando Moraes. Claro, aproveitei uma pontinha do ócio criativo. Mas o fato é que há muito não devorava um livro em tão pouco tempo. Duas razões contribuíram: o fator novidadeiro que a tecnologia do livro digital pôs em minhas mãos e, sobretudo, o envolvimento e a cumplicidade de leitor que “Os últimos soldados da Guerra Fria” arrancaram de mim, fruto da enorme habilidade de Moraes em transformar História em Literatura sem perder de vista a fidelidade aos fatos. Página a página, o livro traz à tona o jogo rasteiro do império americano em promover, pela omissão e pela desídia, o terrorismo para desconstruir, pela sabotagem e pela propaganda, a revolução cubana. E isso nos nossos dias. Nos anos recentes. Perto dos nossos olhos. Sem entrar no mérito do que acontece ou deixa de acontecer em Cuba, Fernando Moraes expõe o velho e sempre novo hábito dos governos americanos de intervirem na soberania de países outros, sempre que lhes soa conveniente ou sempre que não se submetem aos seus caprichos. Assim foi em 1964 no Brasil, apoiando o golpe militar, assim foi em outros países da América do Sul e de outros continentes. Ler “Os últimos soldados da Guerra Fria” é se sentir perto do que parece ainda tão longe, mesmo com o Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama, à frente da ainda maior potência mundial.

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